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André Mendonça, atual relator do caso Master no STF, atuou como diretor do Departamento de Patrimônio e Probidade na AGU, a convite de Dias Toffoli.


A conexão entre igrejas evangélicas e o caso Master apresenta um complexo desafio para André Mendonça. As investigações relacionadas ao escândalo financeiro avançam, alcançando pastores de grande influência, o que torna a relatoria do caso um verdadeiro teste para o ministro do Supremo Tribunal Federal. Indicado ao tribunal pelo ex-presidente Jair Bolsonaro sob o mote de ser "terrivelmente evangélico", Mendonça agora enfrenta a tarefa de demonstrar sua imparcialidade diante do grupo religioso que apoiou sua nomeação. Natural de Santos (SP) e torcedor do time alvinegro da região, André Mendonça foi criado em uma família religiosa. Durante a infância e adolescência, viveu em diversas cidades do interior paulista, incluindo Miracatu, historicamente próxima à família Bolsonaro. Seu pai atuou como funcionário do antigo Banespa. Atualmente, Mendonça é casado e pai de dois filhos. Antes de ingressar na Advocacia-Geral da União (AGU) por meio de concurso público, ele trabalhou como advogado na Petrobras Distribuidora entre 1997 e 2000. Sua formação acadêmica inclui uma graduação em Direito, conclda em Bauru (SP), e em Teologia, realizada em Londrina (PR). Além disso, ele se especializou com uma pós-graduação em Direito Público na Universidade de Brasília (UnB) e adquiriu títulos de mestrado e doutorado pela Universidade de Salamanca, na Espanha. Durante sua passagem pela AGU, Mendonça ocupou posições de destaque, como corregedor-geral, adjunto do Procurador-Geral da União e diretor do Departamento de Patrimônio e Probidade, funções assumidas a convite do ministro Dias Toffoli. Eis que surge agora uma indagação: você sabia dessa relação entre Mendonça e o ministro Dias Toffoli?

Curiosamente, ele está previsto para assumir o lugar do próprio Toffoli no STF. Tendo sido previamente nomeado por este para o cargo de diretor do Departamento de Patrimônio e Probidade na AGU, fica a pergunta no ar: as investigações conduzidas por Mendonça serão mesmo isentas?

Da redação do Portal de Notícias Lei e Política, Por Carlindo Medeiros Jornalista

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