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Miami brasileira: maior construtora da Paraíba surfa no crescimento de João Pessoa

Aposentados, funcionários em home office e entusiastas da vida “pé na areia” estão descobrindo os atrativos de João Pessoa, capital da Paraí...


Aposentados, funcionários em home office e entusiastas da vida “pé na areia” estão descobrindo os atrativos de João Pessoa, capital da Paraíba. Com praias paradisíacas, facilidades de capital e ares de interior, João Pessoa tem transformado turistas em moradores.

A chegada de novos perfis de morador se somou ao aumento da população local – João Pessoa é a capital do Nordeste cuja população mais cresceu nos últimos 12 anos –, e transformou a cidade em um canteiro de obras. Prato cheio para a construção civil, maior indústria do estado, que tem no Setai Grupo GP seu maior representante.

A construtora e incorporadora é a segunda maior do Nordeste, atrás apenas da Moura Dubeux. Atuando na região metropolitana de João Pessoa, o Setai lidera em todos os segmentos de renda na Paraíba. A companhia acumula um valor geral de vendas (VGV) de R$ 2,1 bilhões em 17 anos de atuação, que vai do luxo, com a marca Setai, ao segmento econômico, com o Grupo GP. Em lançamentos, foram R$ 830 milhões apenas no ano passado.

“Metade dos nossos clientes são de fora de João Pessoa, com compradores do Norte ao extremo Sul do País. É uma cidade que o brasileiro consegue comprar”, afirma o empresário André Penazzi, fundador do Setai Grupo GP, em entrevista à EXAME. “Vemos uma alta especialmente de idosos, que escolhem a cidade para se aposentar. A gente brinca que João Pessoa é a Miami brasileira.”

Piscinas naturais em João Pessoa, na Paraíba (Cristian Lourenço/Getty Images)

A capital paraibana é uma das mais acessíveis do Nordeste, com o preço médio do metro quadrado cotado a R$ 6,11 mil – valor 30% menor que a média nacional, segundo o índice FipeZap. Por outro lado, a demanda – e consequentemente os preços – estão crescendo. João Pessoa foi a capital com maior aumento percentual nos preços dos imóveis em fevereiro deste ano, e, no acumulado de 12 meses, a cidade tem o segundo maior avanço entre as capitais do Nordeste, atrás apenas de Maceió (AL).

Ainda assim, o valor segue bastante atrativo para os acostumados com as cifras de outras capitais. “Vendemos à beira mar com um metro quadrado entre R$ 16 mil a R$ 25 mil, o que seria inviável em cidades como o Rio de Janeiro”, diz. O metro quadrado de luxo na capital carioca opera, em média, em uma faixa entre R$ 50 mil e R$ 80 mil.

A orla, por sinal, é um dos principais atrativos da cidade, com ares antigos e marcada por prédios baixos, sem os espigões característicos de tantas praias pelo Brasil. Isso se deve ao plano diretor da cidade que, nos anos 1970, restringiu o tamanho máximo dos prédios na avenida à beira-mar a até quatro andares. O que era restrição hoje virou um diferencial disputado pelas construtoras para atender os novos moradores.

“A pandemia fez com que o brasileiro descobrisse o Brasil. Quem vem à João Pessoa gosta das praias de mar quente, da segurança e do pouco adensamento. Então, as pessoas começaram a ‘invadir’ a cidade – no bom sentido –, causando um boom na última década”, avalia.

Penazzi faz parte da terceira geração da família ligada à construção civil. O avô, Geraldo Guedes Pereira, era engenheiro e atuou na construção de vias. O pai, Germano, fundou a construtora Soenco, que lançou 39 empreendimentos de médio e alto padrão em João Pessoa. André e o irmão, Germano Filho, seguiram no ramo – mas sem herdar a empresa. Em vez de continuar com a Soenco, os dois fundaram o Grupo GP, abreviatura de dois dos sobrenomes da família, com foco inicial no segmento econômico.

A linha de alto padrão surgiu, em 2018, de forma despretensiosa – a ideia era alugar as unidades se não encontrassem interessados em comprar. Não foi o caso. “Vendemos tudo rapidamente, porque aqui faltava opção de alto padrão”, defende Penazzi.

A falta de concorrência, segundo o empresário, deixou o mercado imobiliário de luxo com a mesma cara desde os anos 1990. “Não havia inovação, o acabamento, principalmente, estava ultrapassado. Antes de começarmos, não havia uso ativo dos terraços nos prédios daqui.”

A joia do portfólio é um empreendimento de três torres em parceria com o Pininfarina, estúdio responsável pelo design da Ferrari. O complexo está em construção no Altiplano, um dos bairros mais nobres da capital, e marca a estreia do Pininfarina no mercado imobiliário nordestino.

A linha Setai também deve ser a primeira do grupo a se expandir pela região. Estão planejados dois lançamentos nas capitais mais próximas: Recife, em Pernambuco, e Natal, no Rio Grande do Norte. A fase atual é de tratativas; os lançamentos devem sair em 2025.

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Texto: Beatriz Quesada

Da redação do portal de Notícias com a fonte da EXAME via LinkedIn

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