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A Câmara Legislativa debate o mapa das desigualdades sociais no DF

Rafael Félix Leite, o Singelo MC, destacou a desigualdade geográfica na rede de saneamento do DF A distribuição geográfica das desigualdades...

Rafael Félix Leite, o Singelo MC, destacou a desigualdade geográfica na rede de saneamento do DF

A distribuição geográfica das desigualdades sociais no Distrito Federal foi tema de audiência pública realizada na manhã desta sexta-feira (14), na Câmara Legislativa. A iniciativa do debate partiu do deputado Fábio Félix (PSOL), que ressaltou a importância de dar visibilidade às diferenças no acesso a equipamentos públicos em diferentes regiões do DF. “Esta é uma das unidades da federação mais desiguais do país. O DF varia sempre entre o primeiro e o quarto lugar no ranking da desigualdade. O nível de desigualdade é parte de um projeto político de segregação, reforçado por um sistema de transporte precário”, observou.

O mapa das desigualdades é produzido pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) e pelo Movimento Nossa Brasília. Trata-se de um levantamento de indicadores que medem o nível de desigualdade em cada região do DF. Representando o Inesc, Dyarley Viana explicou o objetivo do levantamento. “Lutamos para que os recursos públicos cheguem às vidas das pessoas, especialmente das pessoas pretas. A desigualdade social no DF tem cor e CEP, a cor é preta e o CEP é periférico”, afirmou.

Ravena Carmo, dirigente da Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop e presidenta da Associação Poesia nas Quebradas, destacou dados alarmantes do mapa das desigualdades do DF. “No Sol Nascente, que é a maior favela da América Latina, apenas 5% dos alunos estudam perto de suas moradias. No Plano Piloto, 97% dos alunos estudam perto de casa”, apontou. 

  Foto: Eurico Chaves (estagiário)/Agência CLDF

 Representando o Projeto Onda Jovem, Andrey Nascimento criticou a militarização das escolas como resposta à onda de violência nas instituições de ensino. “Quando falamos de violência na escola, o governo fala em militarização. Isso não é solução para violência. A causa está na raiz, na estrutura. A falta de funcionários, de professores, de psicólogos é um dos causadores da violência nas escolas”, disse. 

As condições do transporte público do DF também foram apontadas como um desafio para superação das desigualdades. “O poder de decisão da mobilidade está nas mãos brancas e para as pessoas pretas só resta acatar o que foi determinado. Enfrentamos longos traslados para chegar ao centro e somos submetidos a altos valores tarifários”, reclamou Victor Hugo Vieira Queiroz, ativista do Paranoá. 

Rafael Félix Leite, o Singelo MC, também destacou a desigualdade geográfica na rede de saneamento do DF. “Ainda existem pessoas tendo que usar chafariz para ter acesso à água. A Fercal e a Cidade Estrutural, no que se refere a saneamento básico, passam por imensos desafios”, afirmou. Para a deputada federal Erika Kokay (PT-DF), “cidade que não dá direito às praças e parques não é um espaço coletivo”. 
 

 Representando o Governo do Distrito Federal, o secretário executivo de relações parlamentares da Casa Civil do DF, Maurício Antônio do Amaral Carvalho, disse ser muito importante a participação da sociedade na elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). “É importante destinar recursos pela LDO para criar novos equipamentos públicos”, afirmou. Ao final da audiência foi acertada uma série de reuniões com representantes da sociedade civil e do GDF para a busca de soluções para enfrentar a desigualdade social no DF. 

Da redação com a fonte da Agência CLDF

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