Sabatinado por um time de jornalistas composto por Erto di Carvalho, Hérica Adélia, Aliomar, Ribamar Silva e Ivan Moreno, o ex-administrador Carlos Dalvan abriu as portas dos bastidores de sua gestão, reconheceu falhas e revelou o lado humano de um político que busca crescimento sem abandonar suas origens.
Na manhã desta quinta-feira (16/04), Dalvan participou de uma entrevista nos estúdios da Rádio Candanga, onde refletiu sobre sua trajetória como administrador do Recanto das Emas, revelando também seus planos futuros. Durante a conversa, traçou um retrato que vai além do estereótipo de um político tradicional: o de um gestor moldado por sua vivência local e que deseja traduzir essa experiência em força política.
Desde que deixou o cargo no início de abril, Dalvan mantém uma postura de proximidade com os moradores — não mais sob o rótulo de administrador público, mas como alguém que cresceu e viveu a realidade do Recanto das Emas. Essa ligação pessoal, mesclada à gestão pública, perpassou toda a sabatina, delineando a imagem de um político mais conectado às raízes do que aos moldes da política convencional.
Ao relembrar os sete anos em que esteve à frente da administração da cidade, destacou conquistas significativas como o Viaduto e o Hospital Regional, este ainda em construção. Para Dalvan, essas são vitórias que transcendem qualquer relatório oficial, porque têm impactos concretos na vida das pessoas. Sua narrativa une resultados práticos e a vivência íntima de quem testemunhou tais mudanças.
Entretanto, a conversa não foi pautada apenas por celebrações. Demonstrando rara autocrítica, Dalvan reconheceu que nem tudo saiu como planejado. "Deixo o cargo ciente de que não consegui realizar tudo o que almejava", admitiu. Entre os desafios apontados, ele destacou a limitada autonomia das administrações regionais e a dependência de decisões centralizadas no governo. No entanto, recusou-se a colocar exclusivamente em fatores externos a responsabilidade pelas dificuldades enfrentadas.
A autocrítica se voltou também para seu desempenho nas últimas eleições. Apesar de conquistar 16.227 votos — quantidade expressiva —, Dalvan acabou como primeiro suplente e não obteve a vitória. Agora, ao revisitar os erros da campanha e as falhas estratégicas que o impediram de ser eleito, ele reconhece que conduziu um esforço pautado mais pelo corpo a corpo do que por planejamento amplo. “Foi uma campanha focada demais na sola do sapato”, resumiu.
Esse contato direto com a população parece ser uma base inegociável de sua atuação política, algo evidente em seu discurso sobre a próxima etapa de sua carreira. Agora pré-candidato a deputado federal pelo União Brasil, reforça constantemente sua intenção de manter os olhos voltados para as pessoas e para os vínculos comunitários. “Sempre fiz política olhando no olho das pessoas”, afirmou com convicção.
Ao longo da entrevista, deixou transparecer o perfil de um político em fase de amadurecimento: alguém que já não se limita à esfera regional, mas que continua profundamente ligado à essência de onde veio. Não apresenta a imagem de um político pronto para os grandes palcos nacionais, mas sim de alguém em pleno processo de crescimento e abertura de novos caminhos.
Para aqueles que acompanham sua trajetória, é na construção dessa nova etapa que pode estar seu maior trunfo político. Dalvan aparece como um gestor calejado pela experiência, um cidadão enraizado em sua comunidade e um candidato que busca ir além sem perder a conexão com os valores que moldaram sua história. Um equilíbrio raro nos dias de hoje — e talvez exatamente o que os eleitores estão procurando.
Por Carlindo Medeiros, jornalista e editor responsável pelo Portal de Notícias Lei e Política.
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