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Desde 2019, GDF transformou imóveis precários em lares dignos e seguros para 234 famílias


Programa Melhorias Habitacionais já investiu R$ 10 milhões em reformas de moradias para famílias em situação de vulnerabilidade

Na Estrutural, a dona de casa Vencerlina Pereira dos Santos, 47, vive há cerca de 15 anos na mesma residência. Um lugar completamente diferente nas últimas duas semanas, após o fim da reforma que ganhou pelo programa Melhorias Habitacionais, do Governo do Distrito Federal (GDF). Desde então, a dona de casa deu início a uma nova vida na mesma casa — agora um lar que nada lembra a situação precária em que vivia.

O programa, executado pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab), promove reformas estruturais e, em casos mais graves, a reconstrução completa de residências localizadas em áreas de interesse social. Antes da reforma, o imóvel apresentava infiltrações, mofo e goteiras, problemas que afetavam a saúde da família. “Todo mês eu tava no hospital com a minha filha Maria Alice, que tem bronquite e asma. Molhava dentro de casa, gotejava e era muito difícil por causa do mofo”, relata a dona de casa.

A dona de casa Vencerlina Pereira dos Santos teve o lar reformado através do programa Melhorias Habitacionais | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Para ela, a reforma trouxe mudanças significativas para a rotina da família, eliminando até o hábito de acumuladora que afirmava ter: “Ficou muito confortável, mudou muito a minha vida. Agora dá vontade de limpar a casa e manter essa qualidade. Sou grata a todas as pessoas que me deram essa força, uma vida melhor para meus filhos também. Esse projeto foi uma benção de Deus.”

E não é apenas em uma moradia que acontecem transformações que vão além da estrutura da casa. Desde 2019, o GDF tem ampliado ações voltadas à melhoria das condições de moradia de famílias em situação de vulnerabilidade. Desde a criação do subprograma, 234 famílias já foram beneficiadas, com investimento de mais de R$ 9,8 milhões. Segundo o presidente da Codhab, Marcelo Fagundes, o Melhorias Habitacionais tem impacto direto na qualidade de vida das famílias atendidas, seguindo em expansão com a meta de ampliar o número de famílias atendidas nos próximos anos, com a perspectiva de zerar a fila de moradias em situação de maior vulnerabilidade.

"Agora dá vontade de limpar a casa e manter essa qualidade. Sou grata a todas as pessoas que me deram essa força, uma vida melhor para meus filhos também. Esse projeto foi uma benção de Deus”

Vencerlina Pereira dos Santos, beneficiária

“Nós encontramos casas insalubres, com problemas estruturais, sem banheiro, situações muito ruins mesmo, e entregamos uma casa nova. Já nos casos em que a engenharia da Codhab entende que não há salvação para a estrutura, quando há risco iminente às famílias, nós fazemos uma reconstrução do imóvel. Isso promove uma grande mudança de vida para as pessoas”, explica o diretor.

O programa atende a famílias com renda de até três salários mínimos que moram no DF há pelo menos cinco anos, não possuem outro imóvel e vivem em casas com problemas de salubridade ou segurança. As intervenções são acompanhadas por assistentes sociais, arquitetos e engenheiros da Codhab, responsáveis por avaliar as necessidades de cada residência e elaborar os projetos de melhoria.

As obras podem chegar a R$ 50 mil em casos de reforma e a R$ 100 mil quando há necessidade de reconstrução do imóvel. Os limites foram ampliados em 2023, acompanhando o aumento no custo de materiais e mão de obra após a pandemia.

Dignidade na moradia

Famílias de regiões como São Sebastião, Estrutural e Sol Nascente já foram contempladas pelo programa. O trabalho na casa da dona Vencerlina, como todos os lares atendidos, foi acompanhado por profissionais da Codhab, que avaliaram as condições estruturais do imóvel e as necessidades da família. A arquiteta Rachel Martins ressalta que o foco vai além da estética e prioriza aspectos de segurança, saúde e funcionalidade.

“Quando a gente chega em uma casa, observamos a questão da segurança, estabilidade da estrutura e parte elétrica. Em seguida, olhamos para a salubridade, ventilação, infiltração e mofo. No caso da dona Vencerlina, ampliamos também um quarto e construímos outro, além de refazer a parte elétrica e melhorar revestimentos, banheiro e cozinha, para garantir condições melhores de higiene e qualidade de vida de todas as oito pessoas que moram com ela.”

“Tudo isso influencia diretamente na saúde de quem mora na casa. Salubridade é você ter um banheiro para fazer sua higiene pessoal, um quarto digno para dormir e uma cozinha arrumadinha para preparar sua refeição", ressalta a arquiteta Raquel Martins

De acordo com a arquiteta, relatos de problemas respiratórios pelos moradores acendem um alerta na equipe técnica, que busca soluções para reduzir infiltrações e melhorar a ventilação dos ambientes, como a revisão da cobertura e impermeabilização onde é necessário. Além das melhorias estruturais, o projeto também busca valorizar o ambiente doméstico, com intervenções que tornam os espaços mais funcionais e agradáveis para os moradores.

“Tudo isso influencia diretamente na saúde de quem mora na casa. Salubridade é você ter um banheiro para fazer sua higiene pessoal, um quarto digno para dormir e uma cozinha arrumadinha para preparar sua refeição. A gente também tenta trazer um toque estético, com pintura ou elementos como cobogó, porque isso também faz parte da qualidade de vida”, completou Rachel.

 Da redação do Portal de Notícias

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