Cerca de 400 estudantes da rede pública do Distrito Federal compareceram à sessão de cinema no Cine Brasília, nesta terça-feira (24) | Foto: Mary Leal/SEEDF
Iniciativa une educação, identidade e patrimônio ao levar cerca de 400 estudantes a espaços culturais da capital.
Com pipoca nas mãos e atenção voltada para a tela, cerca de 400 estudantes da rede pública do Distrito Federal ocuparam, nesta terça-feira (24), as poltronas do Cine Brasília para uma experiência que foi além do entretenimento. A atividade integra o projeto Territórios Culturais, iniciativa da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), em parceria com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), que promove vivências pedagógicas em espaços culturais da capital.
Mais do que uma ida ao cinema, a proposta articula aprendizado, identidade e patrimônio, transformando a experiência em ferramenta pedagógica. "Não é um passeio só de vir ao cinema. Ele tem muita personalidade. Trabalha perspectivas relacionadas ao patrimônio, à educação patrimonial e também ao que o filme está trazendo, à importância de uma produção brasileira. É uma oportunidade para que os alunos percebam que não existem somente filmes da Disney ou produções internacionais. Nós temos uma produção muito pulsante no Brasil", afirmou Ilane Nogueira, responsável pelo projeto Territórios Culturais.
O filme exibido foi Aba e Sua Banda, lançamento de 2025 que conta a história de um festival em um reino de frutas. Com linguagem acessível, a produção dialoga diretamente com estudantes do 1º ao 6º anos do ensino fundamental. Antes da sessão, as escolas recebem material pedagógico preparado pela equipe do projeto, ampliando o aproveitamento da atividade em sala de aula.
Participaram da ação sete unidades escolares: Escola Classe (EC) 2 do Guará, EC 316 Sul, EC 11 de Sobradinho, EC 15 de Ceilândia, EC 501 de Samambaia, EC 5 do Cruzeiro e, como convidada, uma turma do projeto Parque Educador, do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 306 Norte. O acesso foi garantido com transporte e ingressos gratuitos.
Do cinema ao patrimônio cultural
A escolha do Cine Brasília também carrega simbolismo. Inaugurado em 22 de abril de 1960, um dia após a fundação da capital, o espaço integra o conjunto arquitetônico de Oscar Niemeyer e é reconhecido como patrimônio histórico. A visita, portanto, também funciona como uma aula viva sobre a cidade.
Para Danielle Gomes, supervisora pedagógica da EC 5 do Cruzeiro, o impacto é imediato. "É ampliar o acesso à cultura e à arte. Aqui nós temos estudantes que hoje, pela primeira vez, estão num cinema. E em um lugar histórico, patrimônio da nossa cidade", disse.
O Territórios Culturais também promove atividades em outros pontos históricos, como o Catetinho, o Museu da República e o Memorial dos Povos Indígenas. A proposta é transformar esses espaços em extensões da escola, ambientes em que o aprendizado ganha significado a partir da vivência.
Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Da redação do Portal de Notícias
