Brasília — Publicado em 16 de outubro de 2026
Governadora e candidata à reeleição acionou a Polícia Federal, a PCDF e o TRE-DF após a veiculação de panfletos com ataques pessoais e cartazes com número adulterado de sua candidatura.
A disputa pelo Governo do Distrito Federal (GDF) no segundo turno atingiu o tom mais acirrado da campanha até agora.
O estopim para a reação da emedebista e de sua coligação foi o surgimento de peças impressas espalhadas por pontos estratégicos e paradas de ônibus em Regiões Administrativas como Ceilândia, Sobradinho, Sudoeste e Cruzeiro.
Inquéritos na Polícia Federal e PCDF
Diante da gravidade dos fatos, a equipe jurídica da campanha de Celina Leão acionou a Polícia Federal (PF), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF).
Em recentes operações de patrulhamento da Polícia Militar (PMDF), suspeitos chegaram a ser detidos em Ceilândia enquanto colavam os materiais difamatórios. Eles foram conduzidos à delegacia para prestar esclarecimentos sobre a origem dos impressos.
A defesa da governadora sustenta que o ato configura crime eleitoral, calúnia e tentativa deliberada de induzir o eleitorado ao erro na hora da votação.
"Nós vamos pegar esses criminosos e denunciar às autoridades. Isso é feito de forma coordenada e patrocinada por quem não aceita o debate limpo de propostas para o Distrito Federal. É uma tática baixa que atenta contra a própria democracia", declarou a governadora em agenda de rua.
Alerta sobre adulteração do número nas urnas
Outro ponto que gerou forte reação na campanha governista foi a circulação de cartazes impressos associando a imagem de Celina Leão ao número de outra legenda, diferentemente de seu número oficial de registro, o 11.
Para conter os danos e evitar a anulação de votos por confusão no dia da votação, a campanha de Celina intensificou a veiculação do número correto em programas de TV, rádio, materiais impressos de rua e redes sociais.
A estratégia busca alertar a população de que qualquer impresso indicando número diverso do 11 trata-se de desinformação intencional.
Oposição nega autoria e clima esquenta na reta final
A coligação adversária, liderada por Leandro Grass (PT), manifestou-se negando qualquer envolvimento com a produção ou fixação das peças difamatórias nas ruas do DF.
Faltando poucos dias para a votação do segundo turno, marcada para o fim de outubro, a disputa na capital federal promete manter o ambiente de vigilância ostensiva e embates jurídicos na Justiça Eleitoral.
