A usina de energia limpa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi inaugurada antecipadamente às eleições, representando um marco significativo em termos de sustentabilidade ambiental. Localizada em uma área da Terracap e desenvolvida em parceria com a CEB, a planta fotovoltaica permitirá que o TSE compense integralmente seu consumo anual de eletricidade enquanto reduz as emissões de gases de efeito estufa.
Estruturalmente, a usina conta com 5.628 módulos fotovoltaicos distribuídos por nove hectares, com uma capacidade instalada de 4,024 MWp. A geração anual estimada é de 7,7 GWh de energia renovável, o suficiente para atender cerca de 1.830 residências. Desse modo, a operação dessa instalação, ao longo de sua projeção para 30 anos de uso, estima-se que evitará a emissão de aproximadamente 18,5 mil toneladas de CO₂. Mesmo considerando as emissões ligadas ao ciclo de vida da usina, o benefício líquido em redução de CO₂ deve atingir cerca de 10,6 mil toneladas.
Em termos equivalentes, esse impacto ambiental positivo seria comparável ao sequestro de carbono realizado por aproximadamente 176 mil mudas de árvores. Assim, a substituição do consumo elétrico convencional pela geração fotovoltaica está em consonância com os esforços de mitigação da pegada de carbono do TSE para as próximas décadas.
Além disso, a iniciativa reimagina a utilização de uma área pública que anteriormente apresentava restrições para desenvolvimento imobiliário. O terreno da Terracap, ao tornar-se uma fonte produtiva de energia renovável, exemplifica a harmonização entre o uso eficiente do patrimônio público e compromissos com a sustentabilidade e redução de emissões.
A usina também faz parte do modelo de geração compartilhada criado pela Terracap e pela CEB, que visa ampliar o uso de fontes renováveis entre as instituições públicas, beneficiando igualmente o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Conselho da Justiça Federal (CJF).