Nacional Fast Club Mascote - Rolo Compressor
Fundação: O Nacional Fast Clube foi fundado no dia 08 de julho de 1930, na cidade de Manaus, capital do Estado do Amazonas.
Resumo Histórico do Clube: O Fast Clube nasceu de uma dissidência ocorrida no Nacional Futebol Clube por motivos políticos. Alguns sócios e jogadores do Nacional, descontentes com a forma com que o Nacional estava sendo administrado e liderados por Vivaldo Lima, que era um dos dirigentes, e pelo jogador e capitão do time Rodolpho Gonçalves, sugeriram em assembleia geral que o estatuto fosse alterado nos artigos que preconizavam que os jogadores eram obrigados a pagar mensalidades e não exercer o direito ao voto nas eleições majoritárias. O Nacional era presidido pelo Coronel Leopoldo Mattos, que fez mudanças no Estatuto às vésperas da eleição presidencial, tirando o direito dos jogadores de participarem das eleições. A maioria dos jogadores desejavam eleger Vivaldo Lima e estavam fechados em torno do seu nome, pois não aceitavam as imposições articuladas pelo Coronel Leopoldo Mattos. Descontentes com a situação, resolveram fundar um novo clube, mantendo algumas semelhanças com o Nacional por terem ainda muita afinidade com aquele tradicional clube. Tiveram apoio de uma parcela de torcedores, que aderiram à nova Agremiação. O Fast Clube foi fundado em 08 de julho de 1930 preservando algumas características do Nacional, como:
O nome completo na nova agremiação também deveria ser distinto. Como o grupo de fundadores desejava manter as iniciais NFL, resolveram consultar Carlos Mesquita, professor de língua inglesa no Gimnasyo Amazonense Dom Pedro II, que sugeriu que a letra F passasse a ser referência ao termo FAST, que na língua inglesa significa rápido, fazendo uma analogia à rapidez e destreza com que os jogadores no novo clube deveriam se apresentar em campo. Portanto, Nacional Fast Club foi o nome aprovado para a nova Agremiação. A primeira partida realizada pelo Fast Clube foi no dia 12 de outubro de 1930, na vitória contra o Rio Negro pelo placar de 2X1, em um jogo amistoso realizado no Parque Amazonense, valendo a Taça Sylvio Franco. Pelo fato de ter sido fundado por dissidentes do Nacional Futebol Clube, o Fast Clube surgiu como uma força no futebol local. Em 1932, foi incluído na 1ª Divisão Estadual, conquistando o Vice-Campeonato daquela temporada. Na década de 1930, o Fast Clube já acumulava uma série de vice-campeonatos, mesmo sendo considerado um integrante do “Trio de Ferro” do futebol amazonense, junto com o Nacional Futebol Clube e o Atlético Rio Negro.
Na década de 1940, o Tricolor Amazonense continuou forte nas competições estaduais, mas continuava chegando ao final dos campeonatos na segunda colocação. Na segunda metade dessa década, finalmente quebrou o tabu e conquistou o bicampeonato Estadual amazonense referente aos títulos de 1948 e 1949, consolidando-se como uma potência do futebol local. Na década de 1950, quando o Fast Clube tinha tudo para assumir o protagonismo no futebol amazonense, surgiu o América Futebol Clube. Dirigido pelo competente técnico Cláudio Coelho, o América foi promovido a 1ª Divisão após desistências de outros clubes e pela reformulação da competição por parte da Federação Amazonense de Futebol. O América chegou à elite do futebol amazonense e de forma meteórica conquistou o tricampeonato referente aos títulos de 1951, 1952 e 1953. Por outro lado, o Fast Clube ficou com os vice-campeonatos das edições de 1950, 1951 e 1952. Tantos vice-campeonatos geraram descontentamentos dos dirigentes do “Rolo Compressor”. Em 1954, o Fast Clube solicitou licenciamento das Competições. Em 1955, retornou às competições de forma triunfal, vencendo o América e conquistando o seu terceiro título estadual. Em 1961, o Rolo Compressor participou de um jogo que ficou na história do Clube, ocorrido na inauguração dos refletores do Estádio da Colina. A partida foi contra o Sport Club Recife, que vinha de duas vitórias contra clubes amazonenses, o São Raimundo e o Santos. O Fast Clube, em uma tarde inspirada, aplicou uma goleada de 7X5 no clube pernambucano. Os melhores momentos da história do “Tricolor de Aço”, como também é conhecido o Fast Club, aconteceu na gestão do presidente Jonas Martins, que após as conquistas dos vice-campeonatos de 1968 e 1969 conquistou o Bicampeonato Amazonense referente aos anos de 1970 e 1971. Em 1971, o Fast Clube realizou sua primeira partida em nível internacional no dia 17 de novembro, no estádio Vivaldo Lima em Manaus, enfrentando a forte equipe do Porto de Portugal, que participava de uma excursão em solo brasileiro com a vitória do clube europeu pelo placar de 3 X 1.
Em 1977, o Fast Clube estreou no Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão em uma competição em nível nacional. Sua indicação se deu após o afastamento das competições solicitadas em 1976 pelo Rio Negro, que por direito seria o detentor de uma das duas vagas destinada ao estado do Amazonas. O Faste Clube terminou o Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão de 1977 na 24ª colocação disputado por 62 clubes.
PE: Pontos extras, obtidos cada vez que uma equipe vencia uma partida por dois ou mais gols de diferença (com exceção das semifinais e final).
Em 2006, o Fast Clube firmou uma parceria com a Prefeitura de Itacoatiara, que investiu no futebol do clube. Com a mudança de sede, mobilizou aquele Município, chegando de 4.500 espectadores por média em jogos realizados no Estádio Floro Rabelo de Mendonça. A mudança de sede do Fast Clube naquela ocasião marcou o renascimento do Rolo Compressor para o futebol profissional amazonense e proporcionou ao clube disputar o Campeonato Brasileiro da Série C de 2006, encerrando um período de 11 anos sem disputar uma competição em nível Nacional. Ainda sediado na cidade de Itacoatiara, o Fast Clube conquistou os vice-campeonatos Estaduais Amazonenses de 2007 e 2008, ficando com o direito de disputar as Copa do Brasil por 03 anos consecutivos, 2007, 2008 e 2009. Em 2007, o Rolo Compressor disputou a Copa do Brasil pela primeira vez, enfrentando o Vasco da Gama do Rio de Janeiro na primeira fase da competição em jogos de ida e volta, acabando por ser eliminado pelo clube carioca.
Em 2009, com o acesso do Penarol Atlético Clube à elite do Futebol Amazonense, a cidade de Itacoatiara ficou inviável para a permanência do Fast Clube, já que o Penarol era um clube tradicional do munícipio desde sua fundação em 08 de agosto de 1947. Ficou difícil manter em um mesmo espaço 02 clubes da divisão principal do estado. A parceria com a Prefeitura foi desfeita e o Rolo Compressor retornou a Manaus. Em 2010, O Fast Club firmou uma parceria com a Universidade Luterana – ULBRA, passando a utilizar a estrutura da universidade, como também a usufruir da assistência profissional daquela Instituição de Ensino. Passou a utilizar, a partir de então, o nome fantasia FAST/ULBRA. Na edição de 2010, o Fast/Ulbra terminou o Campeonato Amazonense com o Vice-Campeonato, perdendo a decisão para o Penarol da cidade de Itacoatiara, com o qual dividia o carinho da torcida daquele município. Em 2013, por encontrar dificuldades com a falta de um estádio para mandar suas partidas, o Fast/Ulbra retornou ao interior do Estado, passando a mandar seus jogos no Município de Manaquiri, enquanto estava sendo construído um mini estádio nas dependências da ULBRA. Em 2016, o Fast Clube já se encontrava no 45º ano sem vencer o Campeonato Estadual Amazonense, o maior período de jejum entre os principais clubes do Estado. O clube ficou uma boa parte da temporada de 2016 sem calendário e com o elenco profissional enfraquecido. Disputou a Copa verde com jogadores da base e o resultado não foi nada positivo, pois na fase preliminar foi derrotado pelo Águia de Marabá por 4X0. Somente não foi eliminado em função de irregularidades no clube paraense, que acabou sendo excluído da competição pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O Fast Clube permaneceu na competição e foi eliminado pelo Paysandu nas Oitavas de Final, depois de empatar o 1º jogo em Manaus por 1X1 e ser derrotado no 2ª jogo por 4X1 em Belém. Para o estadual de 2016, os prognósticos não eram favoráveis, porém o Rolo Compressor reestruturou o seu elenco profissional e montou um time competitivo que com o passar das rodadas se classificou para disputar as finais na primeira colocação e chegou como favorito ao título. Nas decisões teve um desempenho impecável: venceu o Princesa do Solimões por 3X1, em jogo realizado na Arena Amazonas e finalmente conquistou o Título de Campeão Amazonense, quebrando um longo jejum de títulos. Com a conquista do Campeonato Amazonense, o Fast Clube ficou habilitado a disputar em 2017 a Copa Verde, o Campeonato Brasileiro da Série D e a Copa do Brasil.
Em 2020, O Fast Clube passou por um ano muito difícil e nada promissor. A cidade de Manaus passou por várias dificuldades no enfrentamento à COVID-19. No Campeonato Estadual, não chegou às finais, terminando a competição na 3ª colocação, em jogo disputado contra o São Raimundo. Mesmo assim, conseguiu vaga para disputar o Campeonato Brasileiro da Série D.
Na disputa do Campeonato Brasileiro da Série D 2020, mesmo estando um pouco desacreditado o Fast Clube foi incluído no Grupo A1 da 1ª Fase da competição, disputando contra clubes da Região Norte e conseguindo passar com facilidade para 2ª Fase.
Na 2ª Fase, o Fast Clube teve como adversário o Moto Clube do Maranhão. O Rolo Compressor novamente se classificou ao eliminar o clube maranhense nos pênaltis por 6x5, após os empates de 2X2 no jogo de ida e 1X1 no jogo de volta.
Na 3ª Fase, o Fast Clube teve como adversário o Globo Futebol Clube da cidade de Ceará Mirim - RN. O Rolo Compressor novamente se classificou ao eliminar o clube potiguar nos pênaltis por 6x5, após a derrota por 2X1 no jogo de ida e a vitória por 1X0 no jogo de volta.
Nas quartas de final, o Fast Clube teve pela frente o Novorizontino, clube do interior Paulista, perdendo as duas partidas de ida e volta pelos placares de 3X0 e 4X0 respectivamente, sendo eliminado da Competição. Em 2021, após uma grande temporada realizada em 2020 e com a torcida empolgada com o Clube, a temporada não foi de acordo com as expectativas. Os dirigentes do Fast Clube argumentaram em nota oficial que a agremiação não tinha segurança financeira para disputar o campeonato estadual. Disputou outras competições na temporada, a Série D e a Copa Verde, sendo eliminando em ambas na Primeira Fase. Em 2022, disputou apenas o Campeonato Estadual, com uma campanha muito aquém do que foi planejado, e foi eliminado na Semifinal pelo Princesa do Solimões. Em 2023, o Rolo Compressor, por meio de seu presidente Sr. Denis Albuquerque, enviou no dia 11 de janeiro à Federação Amazonense de Futebol (FAF) um Ofício informando ter decido não disputar o Campeonato Estadual daquela edição. Em consequência foi rebaixado compulsoriamente à Série B (2ª Divisão).
Localização: O Nacional Fast Clube está sediado na cidade de Manaus, capital do Estado do Amazonas.
Cidade de Manaus – Capital do estado do Amazonas
Estádio: O Fast Clube manda seus jogos no Estádio Ismael Benigno (Colina), administrado pelo São Raimundo Esporte Clube, com capacidade para 11.000 espectadores. Foi inaugurado no dia 27 de abril de 1958, em uma partida comemorativa entre o São Raimundo Esporte Clube e o Princesa Isabel Esporte Clube.
Estádio da Colina – Manaus
Estatística:
Coluna do Vidal